Entre Lobos e Cães

Esse mês a revista Scientific American Brasil, traz mais uma edição sobre cães e gatos. Nessa edição especial de número 2, fala-se de novas descobertas genéticas, mudando então nosso conceito errôneo de que os cães derivam do lobo cinzento que conhecemos hoje, sendo o ancestral do cão, para um novo conceito: Um tipo extinto de lobo originou o cão antes do início da revolução agrícola, há aproximadamente 12 mil anos. Novos estudos revelam também que houve um extensivo fluxo gênico (uma migração de genes entre populações. O efeito destas transferências de genes entre populações depende da diferença nas freqüências do gene nas duas populações e da proporção de indivíduos migrantes) resultante do cruzamento entre esses grupos depois que eles se separaram. Essa miscigenação (processo ou resultado de misturar raças, pelo casamento ou coabitação de um homem e uma mulher de etnias diferentes) confundiu tentativas anteriores de discernir a ascendência do cão.

O biólogo evolutivo Greger Larson, da Universidade de Oxford, explica sobre seus novos estudos, o novo mapeamento genético, e levanta a suspeita de que várias populações geograficamente díspares das espécies de lobos ancestrais podem ter contribuído para o surgimento do cão moderno.

Realmente uma matéria bem interessante, mudando nosso conceito simples de que o cão veio do lobo cinzento e que este esteve por aí há centenas de milhares de anos e ponto final. Não, há muito ainda para se descobrir, principalmente a questão chave que até hoje não se sabe a resposta: Quando e onde ocorreu a domesticação dos cães?

Texto e ilustração: Revista Scientific American Brasil, Edição Especial Cães e Gatos 2.

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Colapso traqueal canino

tracheaO colapso de traquéia é uma condição definida pelo estreitamento do lúmem traqueal e o enfraquecimento dos anéis cartilaginosos que formam a traquéia, estes por sua vez,  colabam parcial ou totalmente, ocasionando uma obstrução e/ou uma diminuição do espaço, dificultando assim a passagem de ar no processo respiratório, sendo classificada como uma doença respiratória.

A traquéia está localizada na região do pescoço nos mamíferos, estendendo-se entre a laringe e os brônquios, situando-se na parte frontal do esôfago.

No cão a traquéia é formada por 42 a 46 placas cartilaginosas em forma de “C”, chamadas de anéis, intercalados por um ligamento anular fibroelástico. A porção dorsal da traquéia, livre de cartilagem, é composta de mucosa, tecido conjuntivo e músculo traqueal (HARE, 1986; ETTINGER et al., 2004; HEDLUND, 2005).

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Imagem ilustrativa : Traquéia – Bulldog Francês

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A etiologia (origem) do colapso de traquéia é desconhecida sendo provavelmente multifatorial, mas podendo incluir fatores genéticos, nutricionais, anormalidades neurológicas, fatores alérgicos e degeneração da matriz cartilaginosa. A cartilagem hialina é substituída por fibrocartilagem e fibras colágenas, ocorrendo também uma diminuição de sulfato de condroitina e glicosaminoglicano; com isto, os anéis cartilaginosos ficam menos rígidos e perdem sua capacidade de manter a conformação traqueal normal durante o ciclo respiratório. O colapso traqueal geralmente afeta toda a traquéia, embora a porção cervical ou a torácica possa estar isoladamente envolvida. Os anéis cartilaginosos geralmente colapsam em uma direção dorsoventral (Figura 1) (JOHNSON, 2000; ETTINGER et al., 2004; MAROLF, 2007).

Sintomas e características:

Os cães de raças pequenas e miniaturas são os mais acometidos como ; Poodles Toy, Mini Pinschers, Yorkshire Terriers, Spitz, Malteses, Chihuahuas, Shih Tzus, Lhasa Apsos, porém, as demais raças não citadas também podem ser acometidas por esta condição. Não há predileção por sexo e em sua maioria, os sintomas, surgem em animais de meia idade.

Entretanto, com menos de um ano de vida os animais podem ser diagnosticados com esta condição (NELSON, 1998; JOHNSON, 2000; ETTINGER et al., 2004; HEDLUND, 2005).

Os cães acometidos, podem apresentar tosse, engasgos (grasnados), como se estivessem tentando expelir algo pela garganta que os incomoda, sofrendo falta de ar severa,  moderada ou branda, cianose (gengíva e língua azul – roxeadas), e até síncopes (desmaios). Com o passar dos anos os sinais se intensificam, geralmente em animais com sobre-peso e obesos, em situações de excitação, infecções das vias aéreas, compressão traqueal externa pela utilização de coleiras, excesso de calor, exercício ou mesmo após ingerirem algum alimento ou líquido.

Vejamos alguns exemplos de casos nos vídeos abaixo:

O médico veterinário deverá identificar e diagnosticar por meio de exames físicos, clínicos associados a exames complementares (exames laboratoriais e imagem) , o colapso de traquéia, e assim poderá instituir o melhor tipo de tratamento para cada caso. É importante diferenciar os sintomas de outros problemas de saúde também relacionados com tosses, engasgos, cansaço e dificuldades respiratórias para um tratamento mais preciso e com melhores resultados.

Imagem radiográfica : Colapso de traquéia em um cão da raça Chihuahua

Imagem radiográfica : Colapso de traquéia em um cão da raça Chihuahua

Tratamento

Consiste em tratamento clínico e/ou tratamento cirúrgico nos casos mais graves e não responsivos ao tratamento clínico.

O tratamento clínico é sintomático e paliativo, não curativo (GIBSON, 2009).

No caso de paciente obeso, a redução de peso deve ser instituída e, condições que levam à obesidade tais como hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo ou diabetes mellitus devem ser controladas. Recomenda-se a restrição de exercícios e outros eventos que causem a excitação do animal. O paciente deve ser mantido em um ambiente livre de fumaça e outros agentes irritantes ou alérgenos respiratórios. As coleiras devem ser banidas ou substituídas por peitorais (SUN et al., 2008; GIBSON, 2009).

Normalmente os cães afetados são tratados com uma combinação de antitussígenos, broncodilatadores, antiinflamatórios corticosteróides, antibióticos e sedativos (GIBSON, 2009).

O sulfato de condroitina pode ser utilizado na tentativa de melhorar o aporte de água para o interior das células permitindo melhor atividade cartilaginosa da traquéia durante as trocas de pressão de ar nos pulmões (SAITO, 2009).

A cirurgia é recomendada para todos os cães com sinais clínicos moderados a severos, que possuem uma redução de 50% ou mais do lúmen traqueal e que são refratários à terapia medicamentosa; porém, os cães que apresentam colapso ou depressão de laringe, cardiomegalia generalizada e doença pulmonar crônica são pobres candidatos ao procedimento cirúrgico (GIBSON, 2009).

Somente o médico veterinário poderá prescrever as medicações corretas e determinar o tempo de tratamento do seu animal, portanto, sempre consulte um veterinário e cuide muito bem do seu animal de estimação.

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A importância da Fisioterapia – Caso Meggy – Colocefalectomia

Após 07 dias de cirurgia, iniciamos a fisioterapia. O número de sessões necessárias, são estabelecidas pelo médico veterinário fisioterapeuta, de acordo com o tipo de lesão, trauma, cirurgia, etc. Neste caso, a média foi de oito sessões como uso de agulhas que são presas a eletrodos que emitem impulsos elétricos ao corpo, exercitando o músculo (figura 1), o ultra – som que promove um aumento da extensibilidade de estruturas colágenas, aliviando a dor e diminuindo a rigidez muscular, reduzindo espamos, aumento da circulação sanguínea, regeneração tissular e de tecidos moles, melhorando também os processos inflamatórios (figura 2). Na (figura 3) temos o laser, com propriedades terapêuticas importantes como, tróficoregenerativas, anti-inflamatórias e analgésicas. O laser promove um aumento na microcirculação local, na circulação linfática, proliferação de células epiteliais e fibroblastos, assim como aumento da síntese de colágeno, fazendo com que haja maior rapidez do processo reparacional (quadros de pós-operatório, reparação de tecido mole, ósseo e nervoso), quadros de edema instalado (onde se busca uma mediação do processo inflamatório), ou nos quadros de dor (crônicas e agudas).

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Recuperação pós Colocefalectomia do Fêmur

Cicatrização muito boa, sem edema e sem inflamação. Na primeira foto vemos a cicatrização após 05 dias da cirurgía, ainda com os pontos, e na segunda foto, cicatrização após 14 dias, já sem os pontos.

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Colocefalectomia – Caso Meggy

Devido a uma luxação coxofemoral traumática, após um acidente doméstico, onde sentaram em cima da pequenina Meggy, uma poodle toy de 3kg, de 10 anos, foi necessário realizar uma cirurgia corretiva.

Antes, vou explicar no que consiste a luxação coxofemoral: Ela nada mais é do que uma afcção traumática, onde ocorre um deslocamento da cabeça do fêmur para fora da articulação do acetábulo, sendo a craniodorsal a mais acometida. Isso pode ocorrer em animais com histórico de displasia coxofemoral, necrose asséptica da cabeça do fêmur, luxações recorrentes e afecção articular degenerativa e traumas causados por acidentes, como por exemplo, atropelamento.

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Vídeo feito um dia após o trauma que resultou na luxação:

Colocefalectomia

A colocefalectomia,  consiste na remoção cirúrgica da cabeça e do colo do fêmur. É a artroplastia excisional mais comumente realizada. Esse procedimento foi realizado pelo colega cirurgião ortopedista veterinário, Dr. Eloy Curuci. Após 15 dias os pontos serão retirados e em 7-10 dias iniciaremos a fisioterapia com a Dra. Luana Pavan, amiga e colega de profissão.

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O paladar do cão e do gato

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Assim como em nós humanos, o paladar dos cães e gatos, depende das papilas gustativas, que são receptores especiais e se localizam na superfície da língua, no palato (céu da boca) e na parte de trás da boca. O número e o tipo de papilas é que vai determinar a sensibilidade gustativa de um animal. Os seres humanos possuem 9 mil papilas gustativas, enquanto que o cão possui apenas 1700 e o gato, uma média de 470. Nesse quesito, nosso paladar é bem mais apurado que o dos peludos.

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5 meses depois….

Após 5 meses de cirurgia devido ao probleminha no joelho (Ruptura do ligamento cruzado cranial (LCCr) com lesão concomitante do menisco), minha querida Laika não poderia estar melhor! A fisioterapia continuou diariamente, em casa, 15 a 20 minutos diários de caminhadas na grama e alongamento. Hoje ela está ótima. Não manca, não sente dor, corre, brinca e caminha como sempre fez. :o)

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A Higiene bucal do seu animal

Hoje, lendo um artigo no site do Dr. Marty Becker, médico veterinário dos Estados Unidos, (http://www.vetstreet.com/dr-marty-becker/), encontrei um assunto muito interessante sobre a importância da higiene oral, bucal de nossos animais, principalmente cães e gatos. Até hoje me deparo com pessoas surpresas ao saberem que animais precisam escovar os dentes e principalmente, fazer limpeza, a famosa remoção de tártaro e placa dentária. Para aqueles que já sabem dessa necessidade, há outro obstáculo a frente. Mas Dra, e a anestesia? Tenho medo! É muito arriscado! Ouço isso direto, e foi justamente nesse ponto que o artigo dele começou:

O que você acha que possui um maior risco de vida para seu animal de estimação: Anestesía, ou uma boca assim, repleta de bactérias?

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Esta é uma fotografia de um cão visto pelo médico veterinário Dr. Jenny Beard na Flat Creek Animal Clinic, no Alabama, EUA. Este proprietário amava o seu cão, e não recusou os serviços odontológicos necessários ao seu animal porque iria gastar muito dinheiro com isso, mas sim,  por medo da anestesia. Além do animal sofrer durante anos com esse problema odntológico doloroso, (sim, o tártaro, proveniente do acúmulo de placa bacterianana, perda dos dentes, gengivite, abcessos, infecções, dores, mal hálito e muitos outros problemas que afetam a saúde do animal) acabou morrendo por problemas no coração e por insuficiência renal que podem ter sido causados ou agravados pela infecção na boca.

Normalmente, todo animal contém em sua boca uma flora bacteriana. Estas bactérias se aderem aos dentes formando a placa bacteriana que aos poucos se mineraliza formando as placas de tártaro, essa crosta de cor bege que você pode observar na foto.

Os riscos que a má higiene bucal traz aos nossos peludos são infinitamente maiores, e mais preocupantes, que os riscos anestésicos. Claro que todo procedimento cirúrgico envolve algum risco, porém, a doença periodontal, pode trazer sérios problemas ao organismo do seu animal, pois as bactérias que se encontram na boca, nesse acúmulo de tártaro, caem diretamente na corrente sanguínea e através dela migram para todos os órgãos do corpo, predispondo o animal a doenças do coração, rins, pulmões, fígado, sistema nervoso central e articulações.
O ideal seria a escovação diária, acostumando o animal desde filhote a ter seus dentes escovados, e um acompanhamento odontológico periódico, fazendo a tartarectomia, ou seja, a limpeza de tártaro sempre que o médico veterinário detectar tal necessidade.

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Alimentando seu gato

Uma boa nutrição e uma dieta equilibrada são elementos essenciais para uma boa saúde felina. A dieta ideal para o seu gato inclui um alimento de boa qualidade e abundância de água fresca. Seu gato deve ser  alimentado com porções suficientes de aliemento que supram as necessidades energéticas e calóricas para uma boa saúde. Lembrando que a ingestão inadequada de nutrientes ou excesso destes,  pode ser igualmente prejudicial.

Os alimentos secos tem uma maior quantidade de calorias, o que significa que há menos porcentagem de água em 1/2 copo de alimento seco, em comparação com uma dieta de alimentos úmidos enlatados. No geral, a escolha do alimento “seco” versus “enlatado” versus “semi-úmido” é individual, até porque cada gato tem seu “gosto” pessoal. Na minha opinião, basta ter bom senso e sempre tentar equilibrar, balancear a dieta.

Gatos em diversas fases da vida, filhote, adulto e sênior, requerem diferentes quantidades de nutrientes, principalmente em situações especiais como gravidez , amamentação e filhotes em desmame. Gatos jovens e portanto mais ativos,  precisam de mais calorias, enquanto os “gatos de sofá”, sedentários,  geralmente mais velhos, precisam de menos calorias (assim como nós).

Para uma dieta bem balanceada, os gatos necessitam dos seguintes ingredientes:

Vitamina A

O gato é incapaz de converter beta-caroteno em retinol ( vitamina A), necessitando assim de fonte pré-formada da vitamina, e por isso,  a sua fonte de vitamina deve ser proveniente de carnes, mais especificamente de órgãos como rins e fígado, por exemplo.  A vitamina A auxilia na manutenção da visão, sendo importante também para a formação e o crescimento ósseo e dentário. A ausência de  vitamina A em sua dieta, leva ao crescimento deficiente do indivíduo, a perda de peso, danos às membranas celulares e diminuição da resistência a doenças, ou seja, baixa imunidade.  Mais importante ainda, nas fêmeas, a falta dessa vitamina,  pode interferir no ciclo reprodutivo, afetando o embrião, podendo causar aborto ou gerar filhotes com anormalidades, tais como a fenda palatina. O excesso da vitamina A também pode causar doenças, problemas ósseos, gengivite e perda dos dentes. Isso pode ocorrer por excesso de suplementação ou por ingestão excessiva de fígado.

Niacina (Vitamina B3)

A niacina é muito importante no metabolismo da energia.
Cães sintentizam glutamato e niacina (vitamina B3) através do triptofano. Já os gatos , não tem esta habilidade e por isso necessitam de Niacina (vitamina B3) pré formada na dieta. A  niacina está presente em sua maioria, nos tecidos animais. Ela ajuda a evitar a pelagra (Em gatos a doença é chamada de língua negra), uma doença grave que combina sintomas dermatológicos, distúrbios digestivos, psíquicos e hematológicos. Em cães e gatos, contribui para a saúde da pele e brilho dos pelos. Deficiências incluem perda de peso, perda de apetite, problemas de pele e feridas ao redor da boca.

Ácidos Graxos Essenciais

Os lipídeos representam uma porção importante da dieta dos carnívoros. Os gatos necessitam de quantidades adicionais de ácido araquidônico para outras funções, tais como a reprodução e a agregação das plaquetas sanguíneas. O ácido araquidônico está presente apenas nas gorduras de origem animal. Por isso, ele requer um pouco de gordura animal em sua dieta. Dermatite e problemas de fertilidade estão entre os sintomas de deficiência.

Os ácidos graxos da série ω-3 são responsáveis pela redução na incidência de doenças cardiovasculares, prevenção da aterosclerose e trombose, resultante da modificação do metabolismo dos lipídeos e lipoproteínas no sangue. Eles são sintetizados por cães e gatos, sendo, considerados como ácidos graxos essenciais, e, portanto, devem estar presentes na dieta.

Taurina

A exigência de taurina na dieta do gato é bastante elevada, pois diferententemente dos outros animais, os gatos não conseguem sintetizá-la. A taurina, é um aminoácido proveniente dos músculos, encontrado em produtos de origem animal. A taurina está envolvida na formação e funcionamento da retina e nos gatos também com a formação de sais biliares.

Peixes e mariscos também são fontes de taurina. A deficiência de desta,  pode levar a degeneração da retina , uma forma de cegueira, problemas de função reprodutiva e cardiomiopatias (doenças do músculo cardíaco). Ela também regula o fluxo de cálcio que entra e sai das células e, consequentemente, atua sobre a função cardíaca. Tem ação antioxidante nas células, mas também é precursora da síntese de lípidos complexos da pele (glicoesfingolipídios), que possuem propriedades antibacterianas.

Além destas particularidades , o gato requer uma grande quantidade de proteína em sua dieta,  cerca de 12% , em comparação com 4%  para os cães adultos.

Proteína é essencial para o crescimento e o tônus muscular saudável de gatos. Proteína é o principal material estrutural em quase todos os tecidos vivos – pelos, pele, unhas e músculos são constituídos principalmente de proteínas.

Ao contrário de você, seu gato necessita de uma dieta rica em gordura. A gordura irá proporcionar energia necessária, auxiliando a absorção de vitaminas solúveis em gordura, tais como A, D, E e K.

Carboidratos e fibras são importantes para a produção de energia e uma boa digestão nos gatos. Para obter energia imediata, o corpo do gato converte carboidratos (a energia de reserva é armazenada como glicogênio). Fibras suportam uma boa digestão e a consistência apropriada das fezes. Em rações para animais domésticos, grãos como arroz, milho e trigo, são boas fontes de carboidratos e fibras.

Os gatos são, portanto, considerados carnívoros obrigatórios. Em vista destas especialidades nutricionais, deve ser notado que a alimentação de gatos, através de comidas para cães em longo prazo, pode não alcançar as exigências nutricionais específicas do gato (WALTAHM NEWS, 2010).

Alimentação

Você pode alimentar seu gato com duas refeições por dia, ou deixar alimentos para beliscar, para os proprietários mais ausentes. A maioria dos gatos jovens (1-4 anos de idade) são muito ativos, porém, com o passar dos anos , eles podem desacelerar e começar a ficar mais sedentários, contribuindo para o ganho de peso. Monitore o peso do seu animal.

Lembre-se, a água também é um importante nutriente. Gatos precisam de água limpa e fresca diariamente, principalmente os felinos alimentados somente com ração seca. Muitos donos de gatos utilizam aquelas pequenas fontes, que em sua maioria servem de enfeites em casa, para que seus gatos possam beber a água sempre fresca. Muitos gatinhos adoram!

Considere sempre a idade do seu gato

Até 8-9 meses de idade: Alimente o seu gatinho com comida de gato enlatada consistente, semi-úmido, seco para filhotes.

1-9 anos: Alimente seu gato com um alimento de gato adulto, enlatado, semi-úmido, seco.

8-9 + anos em diante: Alimente seu gato com alimentos: enlatado, semi-úmido, seco,  para um gatos “sênior”.

Sempre leve seu gato ao veterinário, acompanhe o peso do seu animal para que ele não esteja abaixo do peso ou acima do peso, podendo assim, estar mais suscetível a doenças, condições patológicos provenientes da má alimentação.

Para saber mais, vale a pena conferir essa página com mais informações sobre nossos queridos felinos: http://www.uniaozoofila.org/

Texto baseado nas informações do site: http://www.petplace.com

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Fisioterapia da Laika

Essa foi a terceira sessão de fisioterapia da Laika com a Dr. Sônia Cerquinho de Sorocaba.  Serão necessárias mais 5 sessões. Além das sessões na clínica, diariamente ela precisa fazer exercícios em casa, no gramado, e compressas de gelo. Já se passaram 23 dias após a cirurgia e a Laika está indo muito bem. Ao completar 30 dias e 60 dias pós cirurgia, farei novos exames radiográficos.

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